terça-feira, 18 de junho de 2013

Desculpa, o azar é nosso!

A mudança acontece na urna, não com balburdia.


Juro que ia ficar calado. Mas não consegui.

Sabe o que acho mais interessante e intrigante em tudo isso?

É indiscutível, que o sentimento é comum. Revolta nacional, a mim não é de hoje, mas enfim, contra o péssimo uso do dinheiro público, corrupção e alta taxação em tudo. A liberdade de expressão e de cobrar, também é mais que legítima.

Agora agrupar milhares de pessoas, como se fossem um bando, parecendo uma guerra civil ou golpe, perturbando a vida do trabalhador diário, que volta pra casa depois de um dia todo de batente. Tenho a impressão é que esses milhares estão desempregados, juntando mais alguns militantes políticos profissionais e alguns estudantes de meio período (não comparar com os estudantes que se mobilizaram durante a ditadura, porque não existe comparação ou sequer analogia).

Todos os que batem palmas nas redes sociais, parece-me que estavam trabalhando e não estavam lá no auê. O pessoal tem família, esposa, marido, filhos, tem que se preocupar em ganhar o leitinho das crianças e ainda chegar em casa, pra descansar um pouco.

Não sei, mas a imagem que transparece para todo o mundo, principalmente a quem está prestes a desembarcar por aqui, é: eh América do Sul, lugar subdesenvolvido.

Seria muito mais fácil, ser mais ativo nas urnas. Dar valor ao seu voto. Pensar, participar na rotina diária da política e agir, no seu meio, na sua comunidade.

O irônico de tudo é que na hora de votar, ninguém quer saber de falar sobre política. Ao falar, você é taxado de chato. Kkk. Incrível. Ninguém pode doar 10 minutos do dia pra fazer uma analise partidária, de candidatos, de coligações ou de conjuntura.

Até onde sei, ainda vivemos uma democracia e de acordo com as ultimas eleições municipais e federais, o próprio povo elegeu seus governantes, esses que hoje estão aí.

Desculpem-me, mas não aplaudo, não faço coro e abomino essas atitudes.

As respostas não vêem em perturbações, em pancadaria ou conseguir mudanças na marra. As mudanças vêem no voto. Sem choro, nem vela. E nada do que tenho visto me comove.

Enquanto o brasileiro não se politizar e participar, é isso que veremos. Torra tora de dinheiro público, corrupção e ações que não vêem de encontro ao desejo comum.

Até onde sei, o governo federal é o mesmo há quase 10 anos e responsável por trazer uma Copa do Mundo e Olimpíadas pra cá, como todos queriam. Felizmente ou infelizmente. Não preciso opinar nisso, porque quem me conhece sabe bem o que penso.

Quem está pagando, somos todos nós, contribuintes. Claro que a passagem vai aumentar, um impostinho aqui, outro ali. Não existe mágica.

Vai dizer, que ninguém imaginava gastos exorbitantes nesses eventos, atraso, mais do que esperado, superfaturamento ou mudanças no orçamento?

A esperança que fica é que os investimentos de fato cheguem à mobilidade urbana, aeroportos, portos, telecomunicações e segurança. E que o povo cobre de fato e nas urnas, educação, saúde emprego e moradia.


Quer mudança. Pensa nas próximas eleições. Tem uma a pouco mais de um ano. Até lá, engole quem você colocou no poder.




Gastos somam R$ 26,5 bilhões e estimativa é chegar à R$ 33 bi. Veja de onde virão os recursos e como serão aplicados:


Thiago Oliveira - MTB: 65.119