terça-feira, 26 de junho de 2012

A dois empates da Glória


De um lado o papa tudo, do outro, o tranca tudo. Quem leva a Libertadores?



Corinthians quer primeira Libertadores


Após 102 anos de história da fundação de um dos maiores clubes do futebol brasileiro, o S.C Corinthians Paulista, e muitos títulos conquistados, finalmente, o timão chega a sua primeira decisão de Taça Libertadores da América. A decisão começa amanhã.



Será que chegou a vez da Libertadores no currículo desse grandioso escrete? Essa é a pregunta que se faz cada corinthiano, além dos rivais, é claro.

Uma coisa é fato. Indubitávelmente, o clube chegou onde jamais esteve, a final. Muitos especialistas dizem que essa o Timão não larga. Os torcedores estão mais do que otimistas. Estão cansados de serem alvos de gozação das torcidas rivais. E os jogadores, em campo, carregam essa enorme pressão e parecem que estão preparados para tamanha responsabilidade.

O caminho até então não foi fácil. Depois de uma primeira fase num grupo tranquilo, o Corinthians enfrentou o Emelec nas oitavas de final. E segurando um empate de 0 a 0 fora de casa, veio ao Pacaembu e enfiou três nos equatorianos. Na fase seguinte, nas quartas, teve o Vasco, Vice-campeão Brasileiro e Campeão da Copa do Brasil em 2011. Novamente o timão jogou com o regulamento fora de casa. Com uma defesa impenetrável, empatou em 0 a 0 no Rio de Janeiro e em casa venceu por 1 a 0, aos 42 do segundo tempo. Ufa suado!

Na semifinal, outra pedreira. O atual campeão da Libertadores, o Santos do craque Neymar. O Timão fez 1 a 0 na Vila Belmiro, saiu na frente e colocou 11 cadeados na meta alvinegra, assegurando a vitória. Na segunda partida, o time santista até tentou, furou o bloqueio e saiu na frente do marcador ainda no 1o tempo. No 2o tempo o Corinthians veio disposto a soltar um pouco as travas, porém o gol logo no início da etapa final fez o timão trancar tudo novamente e com duas linhas de cinco, praticamente não deu nenhum espaço para reação.

Corinthians nunca venceu o Boca

Se a vida até então foi difícil e a final então.O Corinthians terá simplesmente o papa tudo da competição, o temível, Boca Juniors. Talvez o pior adversário que o Timão poderia pegar no seu debute em finais.

Começemos dando às más notícias aos torcedores alvinegros. O Boca é hexacampeão do torneio e quer tornar-se o maior campeão da competição, ao lado do Independente (Arg), que possui sete conquistas. O clube chega à sua décima final de campeonato. E os número realçam o porquê de sua fama. Em nove finais venceu seis. Nos 231 jogos, foram 124 vitórias, 54 empates e 53 derrotas. Marcou 358 gols e sofreu 213.

O primeiro jogo acontece no lendário La Bombonera, casa dos argentinos. Local este, que os argentinos atuaram em 114 oportunidades. Venceram 81 vezes, empataram 24 e sofreram apenas nove derrotas, ou seja, sofreram o revés em somente 8% das partidas e venceram 71% de seus jogos em casa.

A receita dos argentinos é bem simples. Joga como nunca para ganhar no La Bombonera e depois joga a responsabilidade para o adversário tentar virar o resultado. Além dos 49 mil torcedores que estarão presentes, a final deve ser acompanhada por dois ilustres torcedores e ídolos do clube. Um é Diego Maradona. O outro é antigo conhecido da fiel, Carlitos Tevez.

Em suas conquistas, o Boca, é terrível contra os brasilieiros. Bateu quatro tupiniquins em finais. Em 1977, o Cruzeiro nos penaltis, vencendo em casa por              1 a 0 e perdendo no Mineirão pelo mesmo placar. Na disputa da cal, foi 5 a 4. Em 2000, o Palmeiras, novamente nos penaltis. Empatou em casa por dois gols e em São Paulo, não saiu do zero. Quatro a dois nas cobranças alternadas. Em 2003, outro paulista, o Santos. Nessa disputa, com mais facilidade venceu por 2 a 0 em casa e também ganhou fora, por 3 a 1.

Na sua ultima conquista intercontinental, em 2007, o Boca pegou o Grêmio. Também jogou a primeria partida em casa, vencendo por 3 a 0 e no estádio Olímpico venceu por 2 a 0. Em todas as conquistas citadas, os argentinos sempre jogaram a primeira partida em seus domínios e foram decidir fora depois. Mesma sitação dessa final.

A história também é cruel para o Corinthians nos confrontos entre os dois clubes. Em quatro jogos, o time brasileiro nunca venceu.

Ah, o Timão. Clube que carrega 25 milhões de torcedores. Uma vez Campeão Mundial de Clubes. Cinco vezes campeão Nacional. Três vezes campeão da Copa do Brasil, um título da série B do Brasileiro e 26 Campeonatos paulistas.

A grande frase dos corinthianos certamente é “Pra tudo existe uma primeira vez”. Primeira vez a ganhar do Boca Juniors e primeiro brasileiro a conseguir esse feito em uma final, mas principalmente, a primeira vez a ganhar uma Libertadores.

O Corinthians tem um histórico bem inferior na competição. Porém, faz em 2012, sua melhor campanha na Taça Libertadores da América. Está invicto no torneio. Sofreu apenas três gols e nenhum gol em casa. Nas 12 partidas que disputou na competição, foram sete vitórias e cinco empates, sendo cinco resultados positivos no Pacaembu. E talvez essa seja a grande vantagem corinthiana.

Conhecido por ser um time ecônomico na era Tite no que se refere a gols marcados, porém competitivo ao extremo, a fama do time é exaltada pela sua capacidade em não tomar gols. Agora vem a boa nótícia para a torcida corinthiana. A verdade é que para conseguir o maior feito de sua história o Corinthians não precisa vencer para se sagrar campeão.

A dois empates do título
Além do regulamento da Libertadores ser diferente na final, com relação ao restante da fase de mata-mata, já que na decisão não existe gol qualificado (o gol fora não tem peso maior), o que importa é o resultado final e o placar agregado, ou seja a soma de resultados. O Timão pode perfeitamente segurar dois empates e apostar numa decisão por penaltis.



Situação essa que para muitos torcedores poderia ser um passo para um enfarte do coração, para o âmago corinthiano seria mais do que uma situação corriqueira, seria a cara do Corinthians. Afinal, corinthiano é “maloqueiro e sofredor”, com a “graça de Deus!”

Pelos números apresentados, se este humilde expectador fosse questionado sobre quem ficaria com o título, não tenham dúvidas, meu all-in seria direto no temível Boca. Mas nesta edição da Libertadores, parece-me que a questão não é probabilidade, habilidade ou superioridade.

Como diz o professor Tite, a bola da vez é treinabilidade, competitividade e principalmente, no caso do Corinthians sagacidade em jogar com o regulamento e impenetrabilidade de sua defesa.

Sem dúvidas é o maior jogo do ano. Jogo para se tornar o maior Campeão ou Campeão pela primeira vez. Para o corinthiano, o jogo da vida.

Acredito que a primeira partida pode determinar o desfecho dessa Libertadores. E o Boca costuma ser um bom anfitrião!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Momento Tricolor - Como já dizia o sábio: “Isso aqui é trabalho, meu filho!” Ou deveria ser.

Bom elenco, altos salários e bola pequena!

São Paulo - Sem futebol em 2012

Como não concordar que o time sãopaulino vem tendo apresentações horrorosas, sem vontade, sem organização e sem padrão tático. Ou seja, time sem futebol em 2012. As últimas duas partidas então, contra Coritiba e Portuguesa, são realmente "brochantes" para o torcedor, até porque não conseguir a vaga à Libertadores foi decepcionante. Depender de lampejos de Lucas e Luis Fabiano é muito pouco para um time da grandeza do São Paulo.

Discordo do que dizem sobre o elenco ser fraco e que corre algum risco de rebaixamento. Mas três peças fundamentais seriam importantes nesse momento. O elenco deve estar entre os cinco melhores e dos mais caros do país, o que falta é alma e alguém que realmente faça a diferença no comando do nosso esquadrão. Algo que não conseguimos desde a saída do Muricy. Talvez me lembre de meia dúzia de partidas verdadeiramente emplogantes do tricolor, contra times fortes, nesse período pós Tri-brasileiro.

2012. Contratações que não corresponderam ou que esperava-se demais, pelo tamanho do investimento. Contusões demasiadas e inesperadas. Bom, é muito azar mesmo, porque dois preparadores físicos, um fisiologista, dois médicos e cinco fisioterapeutas, não pode dar nada errado, pode? Fato, a coisa não anda boa e nem tudo é culpa do técnico. Cada um que assuma sua parte na coisa.

RC1 - símbolo vitoriso tricolor
Mas vamos para dentro de campo e olhemos para o grupo de jogadores. Onde e como poderia melhorar. No gol, o maior símbolo do futebol vencedor sãopaulino, o Rogério Ceni, que voltando a meta Tricolor, tenho certeza que o time já ganhará outra cara. O Denis, mesmo com aquela falha incrível na final do Paulistão contra o Santos, não deve nada a muitos goleiros titulares da maioria dos clubes Brasileiros da série A. É um bom reserva para o RC1.

Vejo duas boas opções na lateral direita e com características diferentes, com o Douglas e o Pires. Na zaga o Rodolfo é muito bom. Precisa de um bom parceiro. Conseguindo um zagueiro decente, já que somados os outros quatro, João, Edson, Bruno e Paulo, nenhum mostrou qualidade suficiente para ocupar esse espaço. O Lúcio que está de saída da Inter seria uma ótima, só é necessário uma oferta descente pra ele parar no Morumbi e não no Beira-Rio. E tem também o Juan (Roma e ex-seleção) que já foi oferecido ao clube e poderia ir bem. Dois caras experientes, final de carreira e será que sai tão caro assim? Vou falar de alguns valores do atual elenco, e talvez cheguemos a conclusão que pode valer a pena. É uma primeira peça. Na lateral esquerda, com o Cortez a posição está muito bem ocupada.

No meio, boas peças, que precisam ser cobradas e podem render mais. Daí, vejo mais uma falta de comando, melhorar posicionamento e trabalho psicológico do treinador para extrair o melhor de seus atletas, caso de Cícero, Maicon, Casemiro e Jadson. Claro que no caso do Jadson, muita expectativa, muito dinheiro gasto e futebolzinho pequeno, para quem seria o cérebro do meio campo. Quem quis pagar os R$ 10 milhões por essa belezura, que o faça valer por todo esse investimento. Quem rasga dinheiro é louco. Se vender ele hoje, não se consegue nem metade disso.

Outra grande falha e que tem que ser assumida pela diretoria é a contratação de jogadores bixados, que estão aí ganhando uma dinheirama para sequer jogarem, casos de Fabrício e Cañete, que assinaram contrato de três anos e só em contusão vão passar quase um ano parados, no caso do brasileiro um ano e meio e não sei no São Paulo, mas no Cruzeiro o seu salário beirava os R$ 250 mil. Já o argentino, tem contrato até 2014, custou R$ 6 milhões e fez apenas dois jogos.

Diante disso, precisa-se de um volante urgentemente, até porque Denilson indo embora, Wellington (esse é dos bons, realmente uma pena a contusão) e Fabrício machucados, não sobra ninguém que dê segurança por ali. Talvez um cara bom e contrato curto, para que esse povo se recupere e assim, os mais novos vão ganhando experiência. Vejo o Anderson (Manchester United), Cristian (Fenerbache e ex-Corinthians) e Mineiro (na quarta divisão da Alemanha) como boas opções de mercado e que poderiam entrar bem no time. Seria uma segunda peça.

No ataque, o Luis Fabiano precisa tomar um suquinho de maracujá antes de entrar em campo, e só. Quem o chama de pipoqueiro, esquece que o cara marcou quase 140 gols pelo tricolor e é um dos maiores artilheiros da  história do clube. Precisa ser melhor acionado, pois ele não vai resolver sozinho. Será que os mesmos 45 mil torcedores que o receberam no Morumbi, nesse seu ultimo retorno, compartilham da mesma opinião?

Já o Lucas, em minha opinião, é um dos mais promissores jogadores que vi surgir no São Paulo. Precisa de tempo. Não queiram colocar nas suas costas o peso de decidir, porque ainda não é hora. É bom, mas não vai resolver todo dia. Espero que a torcida, não faça com ele o que fizeram com o Kaká. Ele ainda vai dar muitas conquistas ao time do Morumbi, antes de ganhar fama internacional, seja na Espanha ou Inglaterra. Se buzinarem muito na orelha dele, vai correr, é claro. Tem proposta voando aí de R$ 60 milhões, para jogar num nível bem diferente e profissional, além de ter tratamento especial dos torcedores europeus. Tricolores, pensem nisso e pondrem!

Ainda sobre o ataque, Fernandinho não é atacante para o São Paulo. Assim como o Willian José. Já o Osvaldo precisa corresponder, afinal foram R$ 4,5 milhões e trata-se de um valor elevado para um reserva mediano e pouco decisivo. A terceira peça poderia ser o Taison (ex-Inter e na Ucrânia), Ricardo Oliveira (no futebol árabe e quer um clube brasileiro para encerrar a carreira, gosto do nome e traz boas recordações aos tricolores) e Nilmar (Villareal). 

Falando de elenco, sem nenhum super técnico é isso.

Resumo da ópera. Com o Cortez foram R$ 7 milhões, o único que valeu a pena, nessa ultima leva. Já com relação à Jadson e Osvaldo, precisam ser cobrados, pois custaram caro demais e devem corresponder esse investimento. Paulo Miranda, Fabrício e Maicon, foram de baixo custo, apesar de salários não tão baixos assim, mas compõem um bom elenco. Mesmo caso do Edson Silva, que, além disso, o São Paulo só paga a metade do salário dele.

Então que peguem os R$ 15 milhões do acordo com o Oscar/Inter, já que não houve capacidade de mantê-lo no Morumbi e que se bem aplicado, com jogadores que entrem para resolver problemas e não tornar-se um. O mais incrível de tudo é que o clube é capaz de pagar fortunas a Cañete, Fabrício, Jadson e Osvaldo e não cede a um promissor jovem, da posição mais cobiçada e tida como ponto mais carente do time, desde a saída de Kaká. Sem contar que é uma das posições mais valorizadas no mundo, será que não teria valido o investimento e aposta? Camisa 10 nas Olimpíadas e provável titular na copa de 2014.

Outro ponto importante, claro, é que mudando o comandante do time nossos problemas não acabarão. Mas de fato, são sete meses de trabalho e esse time não evoluiu nada. Se as coisas continuarem como estão, o São Paulo não chega nem entre os 10 primeiros. Não dá mais. Acredito que, mais uma derrota em duas rodadas deva ser suficiente para um novo técnico. E daí, quem?

Bom, se o grupo que vai é esse mesmo, então precisa de um cabra bom e daí é necessário gastar bem. Paulo Autuori e Diego Aguirre (ex-Peñarol) no futebol árabe saem caro, mas sabem extrair o máximo de seus atletas. Felipão está doido pra sair do Palmeiras e seria um cara fantástico. Uma pena que não queiram pagar os R$ 700 mil a ele. O que chega a ser até algo imbecil não se dispor a pagar. Só à Fabrício, Cañete, Paulo Miranda, Osvaldo e Jadson, pagamos muito mais, pra não fazerem quase nada. Porque não pagar a um cara que resolve. Pô, olha o limitado Palmeiras, o que ele faz. Tira leite de pedra. A mesma coisa com o Muricy. O Muriçoca é tricolor de coração, paga o que ele vale, que ele larga o Peixe.

Já com relação ao burburinho sobre o André Villas Boas, é jovem, com uma nova cabeça e cheia de idéias e acima de tudo, ofensiva. Possui experiencia internacional e diferente do que temos por aqui, que venhamos e convenhamos não tem sido nada excepcional. Os treinadores europeus, nas questões táticas, tem mostrado mais que os Brazucas. Agora, está parado desde março. Ganhava em torno de R$ 500 mil mensais. Não sei se sai muito diferente do sálario dos treinadores citados acima. Tinha o mesmo time que foi campeão da Champions League e não consegui extrair muito desse mesmo elenco e muito mais qualificado que o São Paulo. Pelo visto, também tinha alguns problemas de comunicação com os jogadores. Além de ser uma aposta, será que resolve?

Se chegarem três dos jogadores indicados, nas posições citadas, daí traz qualquer um parado por aí. Tem o Dunga e o Levir Culpi. Tem caras baratos que acho que saem de seus clubes para treinar o São Paulo, Vagner Mancini (Sport), Marcelo Oliveira (Coritiba) depois da Copa do Brasil e até o Falcão (Bahia), não devem sair tão caro assim.

Bom, é isso. Para os sãopaulinos, o sentimento é: Obrigado, Leão, mas já chega.

Jogadores ganhando muito bem e produzindo muito pouco, moçada, vamos se mexer porque custaram caro.

Equipe médica e de preparação física, melhor abrir o olho, porque tem algo errado com esse bando de caras se estourando.

Diretoria, melhor trabalhar, conseguir um patrocinador forte. A terceira maior torcida do Brasil, cadê o pessoal do marketing?  E a cobertura dos 25 mil lugares e a reforma do Morumbi ainda em 2012, vai andar? E é melhor parar de rasgar dinheiro e trazer atletas que façam do Tricolor, uma equipe temida novamente.
 
E o principal, como regra usem e apliquem diariamente a frase do grande sábio. “Isso aqui é trabalho, meu filho!”

terça-feira, 5 de junho de 2012

Maria José Santos 17: Expectativa

Maria José Santos 17: Expectativa: Momentos de decisão e ansiedade. A convenção partidária se aproxima, no dia 15 de junho, junto vem a expectativa de que uma grande jornada ...